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Qualidade

Desde sempre que a indústria corticeira portuguesa tem procurado atingir os mais altos padrões de qualidade nas suas diferentes fases e vertentes produtivas com especial destaque para a produção rolheira, onde o esforço de identificação e erradicação de possíveis falhas tem sido imenso. Neste campo, há que referir o projecto Quercus levado a acabo entre 1992 e 1996, uma iniciativa da C.E Liége (Confédération Européenne du Liége) que envolveu sete países e vários laboratórios públicos e privados, para se estudar com maior profundidade os desvios sensoriais relacionados com o aroma/gosto a mofo no vinho. Usando sugestões de estudos anteriores e as descobertas deste amplo projecto, foi possível aprofundar o conhecimento sobre os compostos responsáveis por este tipo de desvio, tal como o 2,4,6 –Tricloroanisol (TCA), o Tetracloroanisol (TeCA) e o Pentacloroanisol (PCA).

A indústria desenvolveu diversos testes para prevenir o TCA e outros problemas © APCOR

Foi precisamente a partir dos resultados obtidos com o Quercus que se passou a ter uma ideia mais clara sobre os mecanismos de formação e contaminação do TCA (o composto mais frequente) e formular as regras básicas para os evitar. È daqui que surge o Código Internacional de Práticas Rolheiras (CIPR), um conjunto de normas práticas para a fabricação de rolhas de cortiça, cuja adopção pela indústria permitiu nivelar a qualidade em todo o sector

O CIPR passou a ser uma referência internacional a partir de 1997. É um código extremamente dinâmico que tem sempre em conta as mais recente descobertas e avanços tecnológicos. Actualmente, vai na sua 5ª versão.